| confusion.is.sex ( @ 2004-11-11 03:24:00 |
Agora que foste já não tenho sandálias
nem o intenso cuidado da dedicação
tenho uma bússola de pedra , uma pedra
um objecto que agarro com a força
de não ter onde o largar
juntaste os trapos e caminhaste sem palavras
atirei-te um beijo ias já nas berlengas
a falar espanhol com um casaco soviético ,
aqueles quase mantos que te mascaram
por não teres onde te largar
as palavras , as fórmulas , a mudez , por fim
de te conhecer tão de perto que a carne é a mesma
que nada traz de novo a nudez
que já ando descalça há tanto tempo ,
e os meus pés fazem parte desta terra
eu sei que até ao outro lado do mundo
há sandálias de ouro , objectos e adornos
algo de bravo e de estrondoso ,
mas posso estar aqui a imaginar
como seria se esta terra fosse o mundo ,
ou um inferno para o meu corpo largado
a alma está doente , o sonho caíu
na ressurreição do corpo , vampira
ando nas ruas de pedra na mão
julgando a magia , o ouro , a letargia
e não a quero largar .
nem o intenso cuidado da dedicação
tenho uma bússola de pedra , uma pedra
um objecto que agarro com a força
de não ter onde o largar
juntaste os trapos e caminhaste sem palavras
atirei-te um beijo ias já nas berlengas
a falar espanhol com um casaco soviético ,
aqueles quase mantos que te mascaram
por não teres onde te largar
as palavras , as fórmulas , a mudez , por fim
de te conhecer tão de perto que a carne é a mesma
que nada traz de novo a nudez
que já ando descalça há tanto tempo ,
e os meus pés fazem parte desta terra
eu sei que até ao outro lado do mundo
há sandálias de ouro , objectos e adornos
algo de bravo e de estrondoso ,
mas posso estar aqui a imaginar
como seria se esta terra fosse o mundo ,
ou um inferno para o meu corpo largado
a alma está doente , o sonho caíu
na ressurreição do corpo , vampira
ando nas ruas de pedra na mão
julgando a magia , o ouro , a letargia
e não a quero largar .