| confusion.is.sex ( @ 2004-11-11 03:13:00 |
o homem sonha de negro
o homem sonha de negro, quando a colheita foi arrastada pelas águas, e o sol cristalizou as lágrimas sem alimentar a boca. tem duas mulheres na cama, dois cérebros que morreram da sua contradição. tem duas bruxas na sua cabeça, dois cérebros tementes a Deus que fazem com que os braços percam a velocidade nas colheitas, percam a vontade mesmo antes de o saberem morto. o homem atravessa o campo com uma pressa particular, mesmo antes do nascimento do sol, vai contra o rio e, feiticeiro, faz com que águas inundem todo o campo, embrenha-se no lençol de água e é cristalizado ao nascer do sol. está no meio do rútilo, e agora não é triste o homem, agora conjuga-se numa apatia de clarividência e de perfeição. desdobra os braços a custo e o cristal parte. o campo está queimado, ruíu com a sua imortalidade. o homem tem duas arestas, o sol a chuva… as lágrimas na sua face enxugada são a área do seu desespero que se desvanece antes de ser definido. é um quadrado ou o rectângulo ou a supremacia perante a deficiência de Pitágoras. o homem é hectares de campo e de maravilha. mas sonha de negro. busca rapidamente nos bolsos algo de sóbrio e de concreto, mas as palavras maculam-se à nascença. só aquele quadrado de campo… esconde-se rapidamente num dos vértices e conta histórias. conta a história dos feudos e das lâminas apertando as goelas. conta a história do azul do céu ser a salvação do paraíso, e diz que vê, ele vê o campo pairando por cima dele. e morre de angústia. ninguém consegue sublimar sem angústia. acorda cedo, percorre o campo todo sempre à procura de algo nos bolsos enquanto vê o campo a pairar por cima dele… e grita canções muito estridentes de agonia. volta a casa e senta-se ao piano sem memória.
o homem sonha de negro, quando a colheita foi arrastada pelas águas, e o sol cristalizou as lágrimas sem alimentar a boca. tem duas mulheres na cama, dois cérebros que morreram da sua contradição. tem duas bruxas na sua cabeça, dois cérebros tementes a Deus que fazem com que os braços percam a velocidade nas colheitas, percam a vontade mesmo antes de o saberem morto. o homem atravessa o campo com uma pressa particular, mesmo antes do nascimento do sol, vai contra o rio e, feiticeiro, faz com que águas inundem todo o campo, embrenha-se no lençol de água e é cristalizado ao nascer do sol. está no meio do rútilo, e agora não é triste o homem, agora conjuga-se numa apatia de clarividência e de perfeição. desdobra os braços a custo e o cristal parte. o campo está queimado, ruíu com a sua imortalidade. o homem tem duas arestas, o sol a chuva… as lágrimas na sua face enxugada são a área do seu desespero que se desvanece antes de ser definido. é um quadrado ou o rectângulo ou a supremacia perante a deficiência de Pitágoras. o homem é hectares de campo e de maravilha. mas sonha de negro. busca rapidamente nos bolsos algo de sóbrio e de concreto, mas as palavras maculam-se à nascença. só aquele quadrado de campo… esconde-se rapidamente num dos vértices e conta histórias. conta a história dos feudos e das lâminas apertando as goelas. conta a história do azul do céu ser a salvação do paraíso, e diz que vê, ele vê o campo pairando por cima dele. e morre de angústia. ninguém consegue sublimar sem angústia. acorda cedo, percorre o campo todo sempre à procura de algo nos bolsos enquanto vê o campo a pairar por cima dele… e grita canções muito estridentes de agonia. volta a casa e senta-se ao piano sem memória.