| confusion.is.sex ( @ 2004-09-11 07:55:00 |
Apetece-me escrever um poema
Apetece-me escrever um poema
Um poema incolor
Um poema com nome de poema
Um poema discreto
Nunca tive jeito para poemas
Nem tampouco tenho as tuas mãos
Se fossem necessárias mãos para escreverem poemas
Então eu não escreveria poemas
Mas eu escrevo poemas
Mesmo sem jeito os escrevo
Mesmo sem as tuas mãos os escrevo
Ai, se fossem necessárias as tuas mãos!
Apetece-me mesmo escrever um poema
Mas que hei-de fazer
Se estou a escrevê-lo sem mais não?
Um poema incolor
Um poema discreto
Que hei-de fazer
Se não o estou, realmente, a escrever?
Nunca tive jeito
Tu dizes o oposto, fartas-te de dizer o oposto
Porque as tuas mãos
As tuas mãos o recebem
Que estou a fazer aqui?
Quem és tu, folha de papel?
Como vim aqui parar?
Um poema como um deserto
Um poema como uma vida
Um poema sem nome
Conseguirei escrevê-lo?
Apetece-me escrever um poema
Um poema que venha da juventude das tuas mãos
Ou que venha da cor de cal da tua face
Da tua face de papel
Mas continuo sem o escrever
Mas continuo a escrevê-lo
E tu queres descanso
E tu queres
Um poema discreto
Apetece-me escrever um poema
Um poema incolor
Um poema com nome de poema
Um poema discreto
Nunca tive jeito para poemas
Nem tampouco tenho as tuas mãos
Se fossem necessárias mãos para escreverem poemas
Então eu não escreveria poemas
Mas eu escrevo poemas
Mesmo sem jeito os escrevo
Mesmo sem as tuas mãos os escrevo
Ai, se fossem necessárias as tuas mãos!
Apetece-me mesmo escrever um poema
Mas que hei-de fazer
Se estou a escrevê-lo sem mais não?
Um poema incolor
Um poema discreto
Que hei-de fazer
Se não o estou, realmente, a escrever?
Nunca tive jeito
Tu dizes o oposto, fartas-te de dizer o oposto
Porque as tuas mãos
As tuas mãos o recebem
Que estou a fazer aqui?
Quem és tu, folha de papel?
Como vim aqui parar?
Um poema como um deserto
Um poema como uma vida
Um poema sem nome
Conseguirei escrevê-lo?
Apetece-me escrever um poema
Um poema que venha da juventude das tuas mãos
Ou que venha da cor de cal da tua face
Da tua face de papel
Mas continuo sem o escrever
Mas continuo a escrevê-lo
E tu queres descanso
E tu queres
Um poema discreto