| confusion.is.sex ( @ 2004-09-10 11:55:00 |
Não consigo criar a beleza dos adornos
Não consigo criar a beleza dos adornos
Venho do tempo remoto que lançou
O seu ceptro incadescente sobre meus braços
E agora só sei o que calcina
E agora só sei desarmar
E agora venço derrotada a realidade.
Não consigo criar a beleza dos adornos
Não tenho mãos macias de as cuidar
Jamais as multipliquei por mil
Para que o hábito de as verem fizesse com que as amassem
Jamais as levei ao rosto
Para beijá-las solenemente entre as lágrimas salgadas
De um mar amável.
Não tenho os lábios loiros de beijar
As mãos macias de oiro e de magia.
Não tenho a magia
A magia
As canções ou outro dom
Não consigo criar a beleza dos adornos.
Não consigo criar a beleza dos adornos
Responder em tempo móvel à maldade
À maldade que me têm
À maldade que lhes tenho porque não consigo
Não consigo criar a beleza dos adornos.
Não consigo amá-los
Não consigo amar cada um em sua concha
Essas pérolas aquáticas que me cantam
Que cantam sozinhas e com vida
Oh, e que cantam sem mim!
Cantam sem mim e eu não consigo
Não consigo criar a beleza dos adornos.
Não consigo criar a beleza dos adornos
Venho do tempo remoto que lançou
O seu ceptro incadescente sobre meus braços
E agora só sei o que calcina
E agora só sei desarmar
E agora venço derrotada a realidade.
Não consigo criar a beleza dos adornos
Não tenho mãos macias de as cuidar
Jamais as multipliquei por mil
Para que o hábito de as verem fizesse com que as amassem
Jamais as levei ao rosto
Para beijá-las solenemente entre as lágrimas salgadas
De um mar amável.
Não tenho os lábios loiros de beijar
As mãos macias de oiro e de magia.
Não tenho a magia
A magia
As canções ou outro dom
Não consigo criar a beleza dos adornos.
Não consigo criar a beleza dos adornos
Responder em tempo móvel à maldade
À maldade que me têm
À maldade que lhes tenho porque não consigo
Não consigo criar a beleza dos adornos.
Não consigo amá-los
Não consigo amar cada um em sua concha
Essas pérolas aquáticas que me cantam
Que cantam sozinhas e com vida
Oh, e que cantam sem mim!
Cantam sem mim e eu não consigo
Não consigo criar a beleza dos adornos.