confusion.is.sex ([info]ultimosuspiro) wrote,
@ 2004-08-05 00:55:00
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Prioritário é o salto do lugar que redime
A voz construída num momento
Despeço-me dos espectadores agredidos agressores
Encontro um estilhaço inomeável numa sombra
E o rastro desenvolve o que eu abdico nos mitos
Uma madeixa perdida num agrupamento de manchas
Me admiro de estar de saúde ainda

Nas casas as estrelas desagradam
A movível condição das janelas aos cantos
Deitadas esticadas para não ferir os dedos porque são vidro
E a abertura é o perigo de estarem à vista
Os cantos onde escondemos os tesouros

Prioritário é o anestesiar do contrapeso
Em poucas palavras uma ajuda ao momento
Em que não temos braços para segurá-lo
Ainda
Uma precaução com a boquiabertura inflamável
E destemermo-nos do fica para lá das colinas
Quando nos viramos de costas para Marte

Uma verdade diluída na desatenção
Pois as flores se multiplicam com o vácuo
Estoirando a névoa dos espinhos
No tímpanos suicidários já em ruínas que se liquefazem
Dos rastros que deixámos nos quintais.



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(Anonymous)
2004-08-17 05:30 pm UTC (link)
É mentira, eu gosto da aleatoriedade. Não, não considero este poema aleatório. Se é ou não, quem sabe és tu. Mas gosto da aleatoriedade. E do poema também. "Me admiro de estar de saúde ainda".

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