| O demente |
[18 Oct 2004|05:08pm] |
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Tem mais piada contar uma história verídica? Ou uma história inventada? E história não é estória. Mas quando a estória é ilusória, então história será. Porque de ilusão geralmente se vive, e uma história não é encantada. Mas filosofemos... Que o dia não pode ser gasto na capela! E um bom filósofo é ateísta! Não gasta o vinho sem o analisar. E quando é vinho é "produto das uvas ultra" porque o filtro da "máquina absoluta" fez com que de U lamentasse tristeza ritual aliciante. Mas passam todos os dias na capela! E eu que sou um "non-plus-ultra" em conjugar orações para que delas saia um bom discurso de padre, e rio com os amigos de "Padre o teu ventre é um fruto" falo comigo e ainda como uma ameixa. Em conversas de alter-ego teatro faço mas com lógica! Um pouco de psicanálise nunca falta ao bom filósofo! E se falo em solilóquio descabido é porque tem lógica juntar as palavras num só tecido! Mas sem contexto não pode ser... Mas ponho um ponto e uma maiúscula! "Padre. O teu ventre é um fruto." Padre! Padre Padre! Isto sou eu a ralhar comigo... O teu ventre. Ok. Passo. O teu ve(n)cto-r(e), o teu vento! Ai que coqueluche... De atritos de oiro. Como todas as cerejas cristalizadas da tua coqueluche... Sim! Já sou um poeta! Vem direito a mim esse vector, e eu em vez de fugir fico no mapa dos criminosos. Estou em Praga! Que bom! Encontrei o meu Odradek que me disse que eu sou filósofo. Pronto, e isto é a minha filosofia. Eh pá desculpem, não aprendi lógica. O bom filósofo sabe lógica! E isto não tem lógica nenhuma. Mas quem sou eu? Algum poeta? Talvez seja um demente-assumido!
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[18 Oct 2004|05:09pm] |
Para quê falar de roupa velha quando o assunto é a morte de um estrangeiro? Ficava lá na terra dele tão distinto e dava de comer ao perdigueiro. Era homem com sombras pelos cantos porque ao centro não há certo nem errado, menos um N e centro fica certo mas tem que se trocar o R letra depois, e o canto cantam todos os catetos, paredes inocentes da verdade.
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[18 Oct 2004|05:10pm] |
É miserável a minha condição: encetei um rumo norteado, digamos que sem cabeça, mas logo aconteceu o recado: não dar ouvidos ao que vejo. Adubo o sentido duma forma que é errada à partida, já não sei que aresta sondar se a imagem assim mo diz, e vejo mas não ponho por escrito, a secção de imagens é no cinema. Vou dar ouvidos à última das concepções criadas, mas se aquela é uma imagem, logo me traz o olvido, não basta um segmento quanto mais um batido. Se do A vamos para o B então eu sou o desnorte, talvez nem C me sobeje, para a mediana da antítese.
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