| DOS NORTES ME SAÚDAS |
[09 Aug 2004|10:58pm] |
Vi-te ao longe, ainda nítida, mostravas a cara cosida Numa flor soturna desmembrada, dando a perceber Uma mancha d'água das veias que imigraram No espaço de um olhar desligado de seu redor.
Destruiste os contactos da distância circular E, num rodopio, beijaste a clarabóia das lamúrias Como se a propulsão te enformasse com misericórdia E o teu coração destilasse aço doce.
Na distância de um imprevisto contornei-te E o céu assistiu a loucura do vácuo na linguagem Retornei a casa sem um pássaro no pulso cortado.
Desabou a fronteira de teus nervos nus Voaste, correnteza, no âmago fértil do incêndio Deixando cair as pernas no vento.
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