|
[05 Aug 2004|12:55am] |
Prioritário é o salto do lugar que redime A voz construída num momento Despeço-me dos espectadores agredidos agressores Encontro um estilhaço inomeável numa sombra E o rastro desenvolve o que eu abdico nos mitos Uma madeixa perdida num agrupamento de manchas Me admiro de estar de saúde ainda Nas casas as estrelas desagradam A movível condição das janelas aos cantos Deitadas esticadas para não ferir os dedos porque são vidro E a abertura é o perigo de estarem à vista Os cantos onde escondemos os tesouros Prioritário é o anestesiar do contrapeso Em poucas palavras uma ajuda ao momento Em que não temos braços para segurá-lo Ainda Uma precaução com a boquiabertura inflamável E destemermo-nos do fica para lá das colinas Quando nos viramos de costas para Marte Uma verdade diluída na desatenção Pois as flores se multiplicam com o vácuo Estoirando a névoa dos espinhos No tímpanos suicidários já em ruínas que se liquefazem Dos rastros que deixámos nos quintais.
|
|