| Pautas os teus braços pela sombra |
[04 Aug 2004|05:54am] |
Pautas os teus braços pela sombra Que acolhe o osso das folhas O desmaio da cor da luz São efémeros teus braços naturais Pois a linguagem corrente Só me permite dissipá-los À sombra de uma árvore ramificada,
Monótono é o canto sempre igual Nas palavras que se cantam várias vezes A sombra respeita a direcção Mas o teu sentido não,
Pautas os teus braços pela sombra Deixa-los ficar caídos levemente Sobre a folhagem já despida De sequência decrescente crescente Pois o vento assim o proporciona,
São como folhas os teus braços Naturais oh tão naturais Que em queda se inundam de sombra E me dizem o que o vento sopra.
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[04 Aug 2004|05:56am] |
Não admiraria se bebesses os espinhos Isto numa falácia ao horizontal Se é que me entendes: O abrigo das palavras tolhe-se Uma nevrite doente ocasiona a semente E num desatino onde desembocam as células A ave atordoada deixa cair os olhos Na neve cantante do equinócio Nascem assim os meus dedos duros Não admiraria se os bebesses.
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